O leilão público de materiais inservíveis, bens móveis e resíduos recicláveis realizado pela Eletronuclear em novembro passado arrecadou quase R$ 1 milhão, valor três vezes superior ao que era esperado. Foi o segundo leilão realizado pela empresa recentemente e há planos para um terceiro no primeiro semestre de 2026. O objetivo das ações é unir interesses econômicos e socioambientais, já que além de a ETN arrecadar dinheiro com itens que seriam descartados, eles podem ser utilizados por outras pessoas e empresas, reduzindo o impacto ambiental.
“Quando fizemos o primeiro leilão do ano passado estávamos há dois anos sem leilão, desde 2023, então o sucesso dele, em que ultrapassamos o valor de R$ 2 milhões, era esperado. Mas mesmo com a expectativa menor, neste segundo conseguimos quase um milhão. Os lotes por quilo tiveram uma concorrência boa, teve bastante disputa entre os arrematantes, conseguimos uma competição bem interessante”, explicou o chefe do Departamento de Engenharia e Manutenção de Infraestrutura e Resíduos, Anderson Higino.
Os 30 lotes disponibilizados continham mais de 300 mil quilos de resíduos, mais de 14 mil litros de óleo, oito veículos e mais de 400 outros itens que iam de lixeiras a aparelhos de ar condicionado. Além de os lances dados pelos 21 arrematantes terem sido altos, uma cláusula permitia que eles também tivessem direito de comprar até 25% a mais de resíduo que a empresa disponibilizasse entre o tempo de leilão e entrega pagando o mesmo valor por quilo. Com estes excedentes, a arrecadação chegou a R$ 992.550 no processo.
“Sabemos que por sermos uma central nuclear, há o imaginário de que possamos estar leiloando materiais contaminados. Mas somos responsáveis por toda a logística até o cliente final e por isso podemos atestar a segurança de todos os materiais que disponibilizamos, fizemos todas as medições e avaliações antes de oferecê-los”, explicou o chefe de departamento.
Para ele, essas medidas refletem o comprometimento da Eletronuclear com a geração de energia limpa e a sustentabilidade do planeta. “Como já mencionamos, o leilão une as responsabilidades socioambientais e econômicas. Conseguimos pegar um material que pagaríamos para descartar e dar a eles uma destinação adequada e reverter para empresas licenciadas que podem fazer bom uso deles, além de contribuir para a saúde financeira da empresa. Ao todo, em 2025, foram aproximadamente R$ 3,5 milhões arrecadados com materiais que estavam guardados”, concluiu Higino.