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A primeira usina nuclear brasileira entrou em operação comercial em 1985 e opera com um reator de água pressurizada (PWR), o mais utilizado no mundo. Com 640 megawatts de potência, Angra 1 gera energia suficiente para suprir uma cidade de 1 milhão de habitantes, como Porto Alegre ou São Luís.


Nos primeiros anos de sua operação, Angra 1 enfrentou problemas com alguns equipamentos que prejudicaram o funcionamento da usina. Essas questões foram sanadas em meados da década de 1990, fazendo com que a unidade passasse a operar com padrões de desempenho compatíveis com a prática internacional. Em 2023, Angra 1 bateu o recorde de maior geração de energia em um mês de toda a sua história. A unidade produziu em janeiro 485.033,504 megawatts-hora (MWh), superando sua melhor marca, obtida em julho de 2021, de 483.794,225 MWh.


Esta primeira usina nuclear foi adquirida da empresa americana Westinghouse sob a forma de “turn key”, como um pacote fechado, que não previa transferência de tecnologia por parte dos fornecedores. No entanto, a Eletronuclear vem acumulando experiências ao longo dos anos de operação comercial, com indicadores de eficiência que superam os de muitas usinas similares. Isso viabiliza que a empresa tenha hoje a capacidade de realizar um programa contínuo de melhoria tecnológica e que incorpore os mais recentes avanços da indústria nuclear.

Projeto LTO

A Eletronuclear estabeleceu, como um dos seus principais projetos institucionais, a busca pela renovação da Licença de Operação de Angra 1 até 2044. Nesse sentido, em 2019, a empresa submeteu a Solicitação da Renovação da Licença da usina à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Em dezembro de 2023, a empresa entregou ao órgão regulador nuclear nacional o relatório da terceira reavaliação periódica de segurança da planta nuclear. Trata-se do último relatório entregue antes da avaliação do pedido.

A Eletronuclear vem desenvolvendo uma série de medidas e avaliações técnicas para permitir que a primeira usina nuclear do país opere por mais 20 anos com eficiência e segurança. Como consequência, é possível manter a capacidade de geração de energia elétrica de uma fonte limpa e segura, sem construir um novo empreendimento para suprir a energia gerada por Angra 1.

Já foram realizados avanços significativos a fim de preparar a usina para a extensão, como troca dos geradores de vapor, aplicação de sobrecamada de solda - conhecida como weld overlay - nos bocais do pressurizador, troca da tampa do vaso de pressão do reator e substituição dos transformadores principais. Também foram implementados alguns programas, como o gerenciamento da obsolescência, bem como inspeções e manutenção de estruturas de concreto.

A companhia apresentou a terceira Reavaliação Periódica de Segurança (RPS) à Cnen, seguindo recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Estão sendo avaliados 14 fatores de segurança. Entre eles estão o desempenho de segurança, e o planejamento de emergência e impacto radiológico no meio ambiente.

Além disso, ações referentes ao licenciamento ambiental para o período de operação de longo prazo de Angra 1, bem como das demais unidades da Central Nuclear, estão sendo negociadas com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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