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Convênio entre Eletronuclear e Cefet deixa legado para estudantes da região

15/05/2026
 

Convênio entre Eletronuclear e Cefet deixa legado para estudantes da região
 
A parceria entre a Eletronuclear e o Cefet Angra dos Reis, iniciada em 2015 para apoiar a implantação e modernização do campus, está chegando ao fim após deixar um legado de transformação na estrutura de ensino da instituição. Ao longo dos últimos anos, o convênio possibilitou a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, modernizou laboratórios e ampliou as oportunidades de formação prática para estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica, Metalúrgica e Técnico em Mecânica. Mais do que investimentos em infraestrutura, a iniciativa gerou frutos que hoje podem ser vistos no orgulho de professores, no desenvolvimento de projetos estudantis e na formação de profissionais mais preparados para o mercado de trabalho. 

Com investimentos superiores a R$ 6,2 milhões liberados em parcelas entre 2016 e 2024, a parceria resultou na compra de mais de 2 mil itens para laboratórios, além de materiais destinados às aulas práticas. Entre os equipamentos de maior destaque estão o Centro de Usinagem CNC, o Microscópio Eletrônico de Varredura de Alta Resolução e o Difratograma de Raios X. 

“Este convênio com certeza foi um dos mais satisfatórios já realizados por nós, pois conseguimos deixar um legado para as futuras gerações de Angra dos Reis. Conseguimos unir um de nossos pilares, que é a inovação, próximo ao local em que fica nossa central nuclear. E a instituição também fez um trabalho muito importante na seleção dos equipamentos para compor este laboratório. Espero que possamos atuar em outras parcerias tão importantes como esta”, avaliou o Coordenador de Comunicação Institucional e Responsabilidade Socioambiental da Eletronuclear, Marco Antônio Alves. 
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Campus como referência em ensino tecnológico 

Para o diretor do Cefet Angra dos Reis, Everton Pedroza dos Santos, o convênio representa muito mais do que a modernização da infraestrutura da instituição. Segundo ele, a parceria com a Eletronuclear ajudou a consolidar o campus como referência em ensino tecnológico na região e abriu novas possibilidades para estudantes e professores. 

“É motivo de muita felicidade ver o quanto essa parceria trouxe resultados concretos para o nosso campus. A Eletronuclear sempre acreditou no potencial do Cefet/RJ Campus Angra dos Reis e investiu diretamente na formação dos nossos alunos. Hoje nós temos laboratórios modernos, equipamentos de ponta e condições de oferecer uma formação muito mais próxima da realidade industrial. Esse convênio deixa um legado para gerações”, comemorou Everton. 

No laboratório de Mecânica, a chegada do Centro de Usinagem CNC, avaliado em cerca de R$ 435 mil, simboliza essa transformação. Professor do curso técnico e da graduação em Engenharia Mecânica, Jorge Alberto de Medeiros Carvalho falou com orgulho sobre o impacto do equipamento na rotina dos alunos e também sobre a emoção de lecionar na instituição onde se formou. 

“Completei dez anos de Cefet agora em abril e me formei em Engenharia no Cefet Maracanã. Então é um orgulho poder retribuir a contribuição que recebi aqui. A Eletronuclear fomentou a possibilidade de trabalharmos com equipamentos modernos, que ajudam a formar melhor os nossos alunos e aproximam o ensino da realidade do mercado”, afirmou Jorge. 

Segundo o professor, a CNC trouxe ganhos importantes de segurança e produtividade para as atividades desenvolvidas no laboratório. 

“Nos equipamentos convencionais o operador fica mais exposto ao processo de usinagem. Na CNC, o trabalho acontece de forma muito mais seguro, o que é fundamental quando lidamos com estudantes. Além disso, uma peça que levaria cerca de uma hora para ser produzida em um torno convencional pode ficar pronta em aproximadamente dez minutos.”, explicou o professor de Mecânica.  
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Alunos comemoram modernização da instituição 

Os estudantes Wellington Marciano e Maiara Dornelas, alunos de Engenharia Mecânica e integrantes do projeto Baja, também acompanham de perto os efeitos dessa modernização. O casal participou da fase de transição antes e depois da chegada da máquina e afirma que o equipamento ampliou significativamente as possibilidades de desenvolvimento dos projetos estudantis. 

“A gente está longe dos grandes centros industriais, então ter um equipamento desse nível dentro do Cefet faz toda diferença para os nossos projetos”, explicou Wellington. 

Maiara destacou que a CNC permitiu fabricar peças fundamentais para o veículo off road desenvolvido pelos alunos e aproximou os estudantes da indústria automatizada. 

“Com ela, o céu é o limite. Hoje conseguimos desenvolver peças, testar soluções e preparar os alunos para uma realidade cada vez mais tecnológica. Isso é um diferencial enorme para a nossa região”, disse Maiara. 

Na Engenharia Elétrica, os reflexos do convênio também aparecem nas aulas práticas e nos projetos de pesquisa. A estudante Gislene Pitanguy Valente contou que os novos equipamentos ajudam os alunos a transformar conceitos teóricos em experiências reais dentro dos laboratórios. 

“É extremamente importante conseguir enxergar na prática aquilo que aprendemos na teoria. A tecnologia faz parte do nosso presente e do nosso futuro, então ter acesso a esses equipamentos melhora muito a nossa formação”, falou Gislene. 

Entre os equipamentos utilizados pelos estudantes estão os osciloscópios, geradores de sinais e analisadores de potência adquiridos por meio do convênio. 

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Alinhamento entre escola e demandas da indústria 

Professor de Engenharia Elétrica, Nerito Oliveira Aminde ressaltou que os equipamentos aproximam os estudantes das demandas encontradas atualmente pela indústria e ainda contribuem para o desenvolvimento de projetos voltados à sociedade. 

“Com os equipamentos modernos conseguimos reproduzir situações reais do setor elétrico, permitindo que os alunos desenvolvam soluções tecnológicas e ganhem experiência prática. Muitos projetos de iniciação científica nasceram a partir dessa estrutura construída com apoio da Eletronuclear”, frisou Nerito. 

Ao longo dos anos, o convênio consolidou uma parceria que ultrapassou a simples aquisição de equipamentos. O investimento ajudou a fortalecer o ensino tecnológico em Angra dos Reis e abriu caminhos para que centenas de estudantes tivessem acesso a uma formação mais moderna, segura e alinhada às exigências do mercado de trabalho. 
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