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Plano de emergência para a central nuclear de Angra não está comprometido

03/04/2022
 

Plano de emergência para a central nuclear de Angra não está comprometido
 

A Eletronuclear esclarece que o Plano de Emergência Externo (PEE) para a central nuclear de Angra dos Reis não está comprometido por conta das quedas de barreiras nas estradas da Costa Verde. Em nenhum momento, as usinas nucleares da companhia estiveram ilhadas, nem sua segurança foi colocada em xeque.

Primeiramente, é preciso explicar que, se fosse necessária, a evacuação de trabalhadores da empresa e da população seria feita pela BR-101 RJ Sul, tanto no sentido de Angra dos Reis quanto no de Paraty. Acontece que os pontos de obstrução total verificados nessa estrada estão há mais de 60 km da central nuclear, fora das Zonas de Planejamento de Emergência (ZPE) previstas no PEE. Ademais, o caminho até Paraty localizado dentro das ZPE está desobstruído.

Segundo os procedimentos estabelecidos no plano, em caso de emergência, a evacuação poderia abranger pessoas localizadas num raio de até 5 km da central, que seriam levadas para abrigos situados a até 15 km das usinas. Esses abrigos também não foram atingidos pelas chuvas ou por deslizamentos de terra. Dessa forma, no momento, a ação poderia ser realizada com total eficácia.

Além disso, cabe ressaltar que a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) – órgão regulador e fiscalizador do setor nuclear brasileiro – emitiu nota afirmando que “apesar da situação decorrente das condições meteorológicas na região de Angra dos Reis, até o presente momento não há comprometimento das vias de acesso do entorno da central que pudessem impactar na execução do Plano de Emergência”.  

Por fim, a Eletronuclear reitera que as usinas nucleares Angra 1 e 2 estão operando normalmente, a plena capacidade, gerando energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Desligá-las não teria nenhum efeito prático para a segurança dos municípios de Angra dos Reis e Paraty, mas privaria a matriz elétrica de 2 gigawatts de potência, que são extremamente necessários para o país. Vale ressaltar que a energia gerada por Angra 1 e 2 equivale a 40% do consumo do estado do Rio de Janeiro. Essa geração teria que ser substituída por fontes térmicas mais caras. No final, quem pagaria a diferença seriam os consumidores.
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