
Grande parte da eletricidade gerada no Brasil tem origem hidráulica, mas para se garantir o bom funcionamento do sistema elétrico nacional é preciso que haja uma maior diversidade na composição da sua matriz.
A eletricidade de origem térmica (gás, óleo e carvão) ajuda a controlar, com elevada segurança, o nível dos reservatórios de água que suprem as hidrelétricas. As usinas nucleares também são térmicas (geram energia a partir do calor liberado pela fissão do núcleo do átomo do urânio enriquecido), mas não produzem gases poluentes e causadores do efeito estufa como as outras fontes de calor.
Usinas nucleares ocupam áreas relativamente pequenas (3,5 quilômetros quadrados, no caso de Angra), ficam próximas aos centros consumidores – evitando, portanto, perdas de energia em longas linhas de transmissão –, e se abastecem com urânio, minério abundante no Brasil.
A energia nuclear é a única que tem todas as suas etapas devidamente monitoradas e sob total controle, sem liberar qualquer produto nocivo ao meio ambiente. O fato de a geração de energia nuclear em nada contribuir para o efeito estufa, que vem provocando o aquecimento do planeta e alterações climáticas preocupantes, tem levado organizações e líderes de movimentos ambientalistas – antes ferrenhos críticos à construção de usinas nucleares – a reverem suas posições.
O compromisso da Eletrobras Eletronuclear com a preservação do meio ambiente também está presente no apoio da empresa a diversos projetos, como a construção e o aparelhamento da sede da Estação Ecológica de Tamoios.
Tecnicamente denominada “unidade de conservação”, a estação tem como finalidade pesquisar e preservar o ecossistema de 29 ilhas - incluindo ilhotas, lajes e rochedos distribuídos nas baías da Ribeira e Ilha Grande.
A Eletrobras Eletronuclear também colaborou na criação do Centro de Estudos Ambientais de Angra dos Reis e participa do programa Cinturão Verde, voltado para conter a ocupação desordenada nas encostas e áreas de risco da região.

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A Eletrobras Eletronuclear desenvolve projetos de educação ambiental com as escolas da região, que incluem visitas à Trilha Porã – reserva de mata atlântica, em área da empresa – e o reflorestamento de áreas degradadas.

O Projeto de Repovoamento Marinho da Baía da Ilha Grande (Pomar), desenvolvido pelo Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande (IED-BIG), com apoio da Eletrobras Eletronuclear, tem como objetivo desenvolver a maricultura na região e evitar a extinção do coquille Saint-Jacques (ou vieiras – molusco nativo da costa brasileira). Já foram produzidos milhões de filhotes de coquilles no laboratório do Instituto, em Angra dos Reis, e parte da produção foi doada a pescadores da região, que aprenderam o cultivo do coquille e montaram suas próprias fazendas marinhas.