POR QUE CONSTRUIR ANGRA 3?

O Brasil tem grandes reservas de urânio

Com apenas 30% do seu território prospectado e conhecido pelos geólogos, o Brasil abriga atualmente a sexta maior reserva de urânio do mundo, estimada em 309 mil toneladas. Trata-se de uma quantidade suficiente para alimentar 32 usinas nucleares como Angra 3 durante toda sua vida útil, de acordo com estimativas da INB - Indústrias Nucleares do Brasil, única empresa responsável pelo beneficiamento do combustível nuclear no País. As maiores ocorrências do mineral estão localizadas nos estados da Bahia e do Ceará, além de Minas Gerais e Paraná.

De todas as fontes térmicas comerciais disponíveis hoje em dia para a geração de energia elétrica em grande escala, o urânio se destaca por possuir o maior conteúdo energético por quilo – 60.000kWh, consideradas as usinas equipadas com reator do tipo PWR (à base de água leve pressurizada) como é o caso de Angra 1 e 2 e, no futuro, de Angra 3.

No Brasil, a grande disponibilidade de urânio como combustível constitui um dos principais fatores a favor da construção da usina de Angra 3, permitindo a geração confiável de um tipo de energia ambientalmente limpa, que não libera CO2 na atmosfera.

Outra grande vantagem é a localização estratégica da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, no município de Angra dos Reis, próxima aos grandes centros consumidores: a 220km de São Paulo, 130km do Rio de Janeiro e 350km de Belo Horizonte. Com isso, pode-se evitar a construção de extensas linhas de transmissão, e a conseqüente perda de energia na transmissão a longas distâncias aos maiores pólos de consumo.

Custo da tarifa é competitivo

Além de contribuir com as necessidades do Sistema Elétrico Nacional para atender ao aumento da demanda, a energia elétrica gerada pelas usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 possibilita ao Brasil diversificar as fontes de sua matriz energética – estratégia governamental e, atualmente, uma tendência verificada em todo o mundo –, aumentando com isso o grau de segurança no fornecimento (sem interrupções nem blecautes) a todo o País.

Outra vantagem trazida pela energia gerada por essas usinas nucleares diz respeito ao seu preço competitivo. No caso de Angra 3, a tarifa projetada pelo MME – Ministério de Minas e Energia, em janeiro de 2006, era de
R$ 138,14/MWh, valor muito próximo dos R$ 137,44/MWh alcançados pelas usinas térmicas vencedoras dos últimos leilões de “energia nova”, realizados pelo governo, para contratos com início em 2011.

Segurança no abastecimento.

O Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) , traçado pelo MME – Ministério de Minas e Energia – prevê que Angra 3, a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, deverá entrar em operação em 2013. A unidade terá uma potência bruta de 1.350 MW, sendo capaz de gerar 10,9 milhões de MWh por ano – o equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro –, e será similar à Angra 2.

De acordo com estudos da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, o País necessitaria gerar pelo menos 3.000 MW, em média, por ano, até 2015, para atender ao aumento da demanda por energia elétrica. Angra 3 teria plenas condições de começar a operar efetivamente em 5,5 anos, atendendo às necessidades do Sistema Elétrico Nacional.

Com o início das operações de Angra 3, o complexo nuclear de Angra dos Reis terá capacidade para gerar aproximadamente 26 milhões de MWh por ano, carga semelhante à gerada pela Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais.