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A ENERGIA DA ELETRONUCLEAR

A Eletrobrás Termonuclear S/A foi criada em 1997 com a finalidade de operar e construir as usinas termonucleares do país. Subsidiária da Eletrobrás, é uma empresa de economia mista e responde pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil. Pelo sistema elétrico interligado, essa energia chega aos principais centros consumidores do país e corresponde, por exemplo, a mais de 50% da eletricidade consumida no Estado do Rio de Janeiro, proporção que se ampliará consideravelmente quando estiver concluída a terceira usina (Angra 3) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto - CNAAA.

Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto – CNAAA

A Central, situada no município de Angra dos Reis, foi assim denominada em justa homenagem ao pesquisador pioneiro da tecnologia nuclear no Brasil e principal articulador de uma política nacional para o setor. Embora a construção da primeira usina tenha sido sua inspiração, o Almirante, nascido em 1889, não chegou a ver Angra 1 gerando energia, pois faleceu em 1976. Mas sua obra persiste na competência e capacitação dos técnicos que fazem o Brasil ter hoje usinas nucleares classificadas entre as mais eficientes do planeta.
Atualmente estão em operação as usinas Angra 1, com capacidade para geração de 657 megawatts elétricos, e Angra 2, de 1350 megawatts elétricos. Angra 3, que será praticamente uma réplica de Angra 2 (incorporando os avanços tecnológicos ocorridos desde a construção desta usina), também está prevista para gerar 1350 megawatts.

Angra 1

A primeira usina nuclear brasileira opera com um reator do tipo PWR (água pressurizada), que é o mais utilizado no mundo. Desde 1985, quando entrou em operação comercial, Angra 1 gera energia suficiente para suprir uma capital como Vitória ou Florianópolis, com 1 milhão de habitantes.
Esta primeira usina nuclear foi adquirida sob a forma de “turn key”, como um pacote fechado, que não previa transferência de tecnologia por parte dos fornecedores.
No entanto, a experiência acumulada pela Eletronuclear em todos esses anos de operação comercial, com indicadores de eficiência que superam o de muitas usinas similares, permite que a empresa tenha, hoje, a capacidade de realizar um programa contínuo de melhoria tecnológica e incorporar os mais recentes avanços da indústria nuclear. Como, por exemplo, realizar a troca de dois dos principais equipamentos de Angra 1, os geradores de vapor. Com esses novos equipamentos, a vida útil de Angra 1 se prolongará e a usina estará apta a gerar mais energia para o Brasil.

Angra 2

Fruto de um acordo nuclear Brasil-Alemanha, a construção e a operação de Angra 2 ocorreram conjuntamente à transferência de tecnologia para o país, o que levou também o Brasil a um desenvolvimento tecnológico próprio, do qual resultou o domínio sobre praticamente todas as etapas de fabricação do combustível nuclear. Desse modo, a Eletronuclear e a indústria nuclear nacional reúnem, hoje, profissionais qualificados e sintonizados com o estado da arte do setor.
Angra 2 opera com um reator tipo PWR (Pressurizer Water Reactor, i.e., reator à água pressurizada) e sua potência nominal é de 1350 MW.
Angra 2, sozinha, poderia atender ao consumo de uma região metropolitana do tamanho de Curitiba, com dois milhões de habitantes. Como tem o maior gerador elétrico do hemisfério Sul, Angra 2 contribui decisivamente com sua energia para que os reservatórios de água que abastecem as hidrelétricas sejam mantidos em níveis que não comprometam o fornecimento de eletricidade da região economicamente mais importante do país, o Sudeste.

A qualidade da Eletronuclear não fica só na geração de energia. Ela vai muito além.

Segurança

Usinas nucleares são complexas, mas não oferecem risco se operadas em a necessária segurança. É o que acontece com as usinas de Angra, onde o princípio número 1 da sua Política de Gestão Integrada da Segurança considera que "A Segurança Nuclear é prioritária e precede a produtividade e a economia, não devendo nunca ser comprometida por qualquer razão."
A Eletronuclear se orgulha de ter uma Cultura de Segurança alinhada com os princípios que norteiam a sua Política de Segurança e busca continuamente divulgá-la entre seus empregados e colaboradores.
Em mais de vinte anos de geração de energia nuclear, as usinas de Angra nunca provocaram um acidente ou evento que pusesse em risco os trabalhadores das usinas, a população ou o meio ambiente.

Treinamento

Os invejáveis indicadores de desempenho das usinas de Angra têm relação direta com a capacitação técnica dos empregados e colaboradores da Eletronuclear.
Um moderno centro de treinamento instalado em Mambucaba (localizado no município de Paraty) conta com locais apropriados para o ensino prático de tarefas de manutenção e com um simulador que reproduz a sala de controle de Angra 2, onde são treinados, além dos operadores da Eletronuclear, também operadores de usinas estrangeiras.

Plano de emergência

As usinas nucleares de Angra têm vários sistemas redundantes de segurança, que impedem a liberação de radiação para o meio ambiente e protegem a saúde e a integridade física de todos que lá trabalham ou que vivem nas suas proximidades.
Ainda assim, há um plano de emergência externo que abrange uma área com raio de quinze quilômetros em torno da CNAAA. Esse plano, que envolve diversas organizações, contempla até a necessidade de evacuação ordenada e por isso, periodicamente, são feitos exercícios para que se possa testar o seu funcionamento.

Energia verde

A energia de origem nuclear é, hoje, a forma de geração de eletricidade, em larga escala, que menos causa impacto ao meio ambiente. Usinas nucleares como as de Angra funcionam em áreas relativamente pequenas, não liberam gases que provocam aquecimento da atmosfera e todos os seus resíduos são mantidos em instalações sob monitoramento permanente. A indústria nuclear surgiu antes do Protocolo de Kyoto, porém com os mesmos princípios de respeito ao meio ambiente.

Rejeitos

Substâncias radioativas de baixa e média radioatividade, resultantes da geração de energia nuclear pelas usinas de Angra, são armazenadas adequadamente em instalações da própria CNAAA, em Itaorna. Nessas categorias estão materiais de limpeza, peças de reposição, roupas, sapatilhas e luvas utilizadas no interior dos prédios dos reatores, impurezas, filtros, etc. As substâncias de alta radioatividade, como o próprio combustível nuclear usado nos reatores, ficam armazenadas dentro das usinas. O material é devidamente blindado e resfriado, e pode ser reaproveitado, no futuro, por outras usinas, como já acontece em outros países.

Responsabilidade social

A Eletronuclear, como empresa consciente de sua responsabilidade social, investe em saneamento básico, saúde, educação, conservação de estradas, restauração do patrimônio histórico, aparelhamento dos órgãos de segurança (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e polícias) nos municípios de sua área de influência.

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Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto
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