

Sou Viviane Mendes Succar e trabalho como secretária do diretor técnico, na sede do Rio. Desde 2004, ajudo o projeto Arteiras, que faz produtos com papel reciclado. Não é simples? O meu objetivo é que o maior número de pessoas na empresa se mobilize e diminua a quantidade de papel jogado fora.
As Arteiras consiste num grupo de 16 mulheres, cuja maioria reside na favela da Casa Branca, na Tijuca, com representação em todas as faixas etárias, de 14 a 70 anos. Algumas são servidoras públicas, outras trabalham em instituições sociais, além de domésticas, aposentadas, desempregadas e estudantes. Os produtos são feitos por um processo totalmente artesanal. São blocos, cadernos, material para congresso, entre outras coisas.
Conheci o trabalho delas numa exposição, quando fazia um curso de alemão. Fiquei encantada, principalmente, pelo fato de ser feito de papel reciclado. Como trabalho num lugar que o que não falta é papel, resolvi ajudar, já que não me custava nada.
Tenho duas caixas embaixo da mesa, onde coloco o papel a ser reaproveitado. Numa ficam os papéis que podem ser lidos por qualquer pessoa. Já o papel classificado como confidencial é triturado e colocado em outra caixa. Depois de cheias, aviso a uma das integrantes do grupo que vem coletá-los. Em média, levo duas semanas para encher as caixas. Já contagiei o pessoal que trabalha ao meu lado. Trouxe alguns produtos para a empresa para que todos vissem. Considero esta ajuda, realmente, algo simples. É uma maneira de colaborar com esse projeto que estimula a inclusão social e permite uma certa independência financeira deste grupo de mulheres. Muitos outros aproveitam o papel melhor do que eu. Por que não ajudar?
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