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04/01/2013
Eletrobras Eletronuclear inicia operação de substituição da tampa do reator de Angra 1

Neste sábado (5), à 0h, Angra 1 será desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN) para que seja feita a troca da tampa do reator – componente importante do circuito primário de uma usina nuclear – e o reabastecimento de combustível. Trata-se de uma parada programada, em comum acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com previsão de duração de 56 dias.

 

Foram contratadas firmas nacionais e estrangeiras que irão disponibilizar trabalhadores temporários para dar suporte aos profissionais da Eletrobras Eletronuclear. Durante a fase crítica do projeto, até 1.500 trabalhadores estarão envolvidos na realização das atividades planejadas para o período.

 

O superintendente-adjunto de Angra 1, Abelardo Vieira, afirma que a troca da tampa do reator é uma atividade complexa e que, por isso, o tempo dessa parada será maior do que o normal. “Normalmente, a parada de Angra 1 dura em torno de 35 dias. Mas, dessa vez, a troca da tampa vai ditar o ritmo das atividades. O nosso pessoal está muito bem preparado, e a expectativa é a melhor possível”, ressalta.

 

Além da troca da tampa do reator e o reabastecimento, serão realizadas inspeções diversas, entre elas: manutenção das turbinas, dos geradores elétricos e das bombas de refrigeração do reator; troca dos termopares de saída do núcleo do reator; substituição do sistema de controle de água de alimentação principal e de nível dos geradores de vapor por um digital; e revisão geral da chave de abertura em carga do gerador elétrico principal.

 

Funcionalidade da tampa do reator

 

A tampa faz o fechamento do reator (que contém os elementos combustíveis), sendo uma das barreiras contra a liberação de radiação para o exterior. Adicionalmente, através de aberturas na peça, é feita a monitoração da temperatura e do nível de água de refrigeração dentro do reator. A peça possui um diâmetro interno de cerca de 3,4 metros e peso aproximado de 40 toneladas.

 

Motivo da substituição

 

A substituição da tampa do reator se faz necessária porque a peça é feita da liga metálica Inconel 600. Ao longo do tempo, descobriu-se que esse material é suscetível à corrosão sob tensão. “Apesar das inspeções feitas em Angra 1 não terem detectado nenhum indício de degradação, a tendência é que isso aconteça com o passar dos anos. Por essa razão, decidimos fazer a troca forma preventiva”, explica Vieira.

 

Outras usinas no mundo com tecnologia semelhante a Angra 1 – que também contêm componentes feitos de Inconel 600 – também já realizaram a substituição da tampa do reator. Segundo estatística da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entre 1993 e 2005, 92 usinas já haviam substituído o componente por outro com material mais resistente.

 

Beneficios da troca


A substituição do componente garantirá a segurança e a confiabilidade da usina a longo prazo. Também reduzirá o tempo e, consequentemente, o custo das inspeções. Além disso, é fator essencial para a extensão da vida útil de Angra 1.

 

Processo de substituição

 

A nova peça entrará pela porta de equipamentos, mesmo local por onde sairá a tampa substituída. Portanto, não será necessário fazer uma abertura provisória na parede do edifício do reator.

 

O espaço de manobra para a realização do procedimento é pequeno. Em alguns momentos, ao ser deslocada dentro da esfera de contenção, a tampa atravessa vãos que deixam apenas 25 milímetros livres de cada lado. Além disso, a montagem da tampa nova será feita enquanto a antiga é desmontada.

 

Equipamento trocado

 

A tampa substituída será armazenada, de maneira segura, no depósito onde estão guardados os geradores de vapor antigos de Angra 1, no próprio sítio da central nuclear, situado a aproximadamente 800 metros da usina. O local reúne condições ambientais adequadas e, por estar próximo de Angra 1, oferece facilidade e segurança para o transporte.

 

Investimento


O valor total do investimento é de US$ 27 milhões, englobando a aquisição e a instalação da tampa nova e o armazenamento da antiga.

 

Fornecedores

 

Os novos equipamentos – tampa e mecanismo de inserção e extração das barras de controle (CRDM, na sigla em inglês) – foram fabricados pela empresa japonesa Mitsubishi Heavy Industries (MHI), que contratou a americana Aquilex WSI Nuclear Services, para a realização dos serviços de troca, e a canadense Transco Plastic Industries, para o fornecimento do novo isolamento térmico.

 

Clique aqui para ver animação sobre a troca da tampa do reator nuclear da usina Angra 1.

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