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05/12/2017
Em seminário, empregados da Eletronuclear defendem retomada de Angra 3

 Empregados da Eletronuclear, representantes sindicais e políticos participaram, nesta segunda-feira (4), do seminário "Energia não é mercadoria: Energia nuclear é desenvolvimento", que foi realizado em Praia Brava, Angra dos Reis. Dois dos principais objetivos do evento foram defender a retomada da construção de Angra 3 e a não privatização da Eletrobras. O seminário foi organizado por sindicatos ligados aos trabalhadores da companhia.

 

Na ocasião, também foram discutidas outras questões relevantes para a Eletronuclear. Desde setembro, por exemplo, a empresa tem sido obrigada a pagar ao BNDES juros do empréstimo feito para construção de Angra 3. O pagamento mensal de R$ 30 milhões da estatal ao banco representa, de acordo com o presidente interino da companhia, Leonam dos Santos Guimarães, quase 12% da receita bruta que a Eletronuclear obtém com a venda da eletricidade produzida por Angra 1 e 2. 

 

Leonam participou do seminário e ressaltou a importância desse encontro diante do cenário econômico delicado que a empresa enfrenta. "Este é um momento de compreensão da dificuldade em que passamos, nós dirigentes da empresa, empregados, entidades sindicais, prefeitos da região, deputados e senadores precisamos nos unir para buscar uma solução, não há espaço para dissensões", analisa Leonam. 

 

 

O presidente interino da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, participou do evento em defesa de Angra 3

 

Durante o seminário, foram realizadas três palestras sobre o setor elétrico brasileiro. A presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Olga Simbalista, foi uma das palestrantes e alertou sobre o futuro ameaçador do setor nuclear no país. "Hoje, a Eletronuclear tem dificuldade até mesmo para pagar seus fornecedores. Como as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) que é a empresa responsável pelo fornecimento do combustível nuclear às usinas", destaca Olga.

 

À tarde, os participantes fizeram um ato na rodoviária de Itaorna para chamar a atenção dos empregados que não puderam comparecer ao seminário sobre todas essas questões que interferem no futuro da empresa. Na ocasião, eles deram sua opinião sobre a atual situação da Eletronuclear, e um sentimento comum a todos era do desejo de dias melhores para o setor nuclear brasileiro. 

 

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis (Stiepar), Dalberto dos Anjos, os empregados precisam estar cientes sobre as necessidades da empresa. "É o momento de sensibilização dos trabalhadores e dos políticos para que nos apoiem nesse esforço para a recuperação da Eletronuclear", afirma Dalberto.

 

 

O seminário "Energia não é mercadoria: Energia nuclear é desenvolvimento"? reuniu dezenas de pessoas 

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