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Angra 3 será a terceira usina da central nuclear de Angra dos Reis e terá potência de 1.405 megawatts. As obras foram iniciadas em 2010 e a previsão é de que a unidade entre em operação em dezembro de 2015.
Ela será capaz de gerar mais de 10 milhões de megawatts-hora anuais, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante um ano inteiro. Com Angra 3, a energia nuclear passará a gerar o equivalente a 50% da eletricidade consumida no estado do Rio de Janeiro.
A usina será irmã gêmea de Angra 2. Ambas contam com tecnologia alemã Siemens/KWU (hoje, Areva NP). As etapas de construção da unidade incluem as obras civis, a montagem eletromecânica, o comissionamento de equipamentos e sistemas e os testes operacionais.
Cerca de 40% do volume total de concreto estrutural já foi executado – o que representa aproximadamente 20% do progresso das obras civis. Quatro mil pessoas estão trabalhando no canteiro, sendo que 75% são moradores da região onde a usina está sendo instalada.
O empreendimento demandará investimentos diretos da ordem de R$ 10 bilhões, sendo que em torno de 75% desses gastos serão efetuados no Brasil. Desse total, o BNDES financiará R$ 6,1 bilhões. A Eletronuclear também receberá R$ 890 milhões da Eletrobras, oriundos do fundo da Reserva Global de Reversão (RGR), cujos saldos devem ser aplicados no próprio setor elétrico.
Já a cobertura dos serviços de engenharia e das aquisições de equipamentos no mercado externo – cerca de 1,3 bilhão de euros – será feita através de financiamento internacional. A Eletrobras escolheu um consórcio de bancos liderado pelo francês Société Génèrale para financiar essa etapa do empreendimento.
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